Internos de unidade prisional de Linhares produzem blocos em projeto ressocializador
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Na Penitenciária Regional de Linhares (PRL), no norte do Estado, internos são responsáveis pela produção de blocos de concreto, utilizados na construção civil. Dez presos participam do projeto “Blocos Estruturais” e são responsáveis pela produção diária de cerca de 500 blocos de alvenaria. A mercadoria é comercializada com preço mais atrativo que os demais itens do mercado e as encomendas são feitas diretamente com a unidade prisional.
O diretor da Penitenciária, Vinicius Narcizo, explica que o projeto foi pensado para possibilitar a ressocialização dos internos, por meio do trabalho aliado a uma entrega à sociedade.
“A nossa fábrica foi instalada pensando em criar oportunidade de ocupação, tornando-os produtivos e trabalhando também a questão da perspectiva para a vida pós-cárcere. Muitos internos têm alguma experiência na área da construção civil. Desde o início dessa ação, vários comentaram sobre o sonho de construir a casa própria, ajudar a família, sabendo que há possibilidades, por meio do próprio esforço e com materiais alternativos, como os produzidos no sistema”, enfatizou Narcizo.
O Conselho Interativo de Segurança de Linhares é parceiro da Penitenciária Regional de Linhares na iniciativa. Os recursos oriundos da comercialização do material são revertidos para o próprio projeto e também empregados no apoio a outros projetos e na manutenção da unidade e das demais instituições da segurança pública no município.
Expansão do projeto
Para ampliar o projeto, a Secretaria da Justiça (Sejus) destinou, neste mês, uma carreta à unidade prisional. O veículo, modelo Bitrem, irá facilitar o transporte das produções, bem como dos insumos, permitindo a compra direta com fornecedor e ajudando a tornar o preço ainda mais atraente. O diretor Vinicius Narcizo destaca que, nos planos, está a expansão da produção e a ampliação das vendas para outros municípios, além do envolvimento de mais dez internos.
Os presos que integram o projeto têm direito à remição de um dia de pena a cada três dias trabalhados. A partir da experiência na fábrica de tijolos, muitos são encaminhados para atuação em empresas conveniadas, com trabalho externo remunerado. Dessa forma, o projeto funciona na triagem de habilidades e também como uma escola de aprendizado.
O interno Adelso Silva conta que tem experiência como ajudante de pedreiro e se aperfeiçoou como pedreiro na unidade prisional. “Cheguei aqui no projeto depois que fiz o curso de pedreiro na unidade. Aqui, aprendi uma nova habilidade, que é a de operador de máquina e, quando sair, quero continuar na construção civil. Esse projeto me ajudou muito e estou empolgado, porque já recebi propostas para emprego nesta linha, após receber alvará”, disse o interno.
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